A fotografia, a inclusão e o direito de imaginar
Associação F/SOS – Fotografia, Solidariedade e Obras Sociais Acredita na fotografia como uma ferramenta para a inclusão, a dignidade e a mudança social. Uma das causas que mais claramente reflete este compromisso é Sonhos à distância (Sonhos à Metro), um projecto desenvolvido com CERCI Braga.
Este projeto dá visibilidade a pessoas com deficiências intelectuais e de desenvolvimento, não através de rótulos ou limitações, mas através da imaginação, desejo e autoria.
Sonhos à distância baseia-se numa ideia simples, mas poderosa: Todos têm sonhos e todos têm o direito de vê-los representados.
O papel da fotografia
Eu, João Carlos, Presidente da F/SOS, criei as imagens fotográficas para esta série. Os retratos foram desenvolvidos em estreita colaboração com os participantes do CERCI Braga, respeitando o seu ritmo, vozes e individualidade.
A fotografia aqui não é documentação. É um espaço de encontro.
Cada imagem torna-se uma construção partilhada, onde o sujeito não é observado, mas ativamente envolvido na forma como são vistos. A câmara torna-se uma ponte, não uma barreira.
Através destes retratos, os sonhos tomam forma. Uns são íntimos, outros brincalhões, outros profundamente simbólicos. Todos são reais.
Inclusão através da representação
As pessoas com deficiência são muitas vezes representadas através da ausência, do silêncio ou de estereótipos. Este projecto vai na direcção oposta.
Sonhos à distância afirma a visibilidade, a autoria e a presença. Convida o público a envolver-se com as pessoas não como categorias, mas como indivíduos com aspirações, emoções e agência criativa.
Esta abordagem alinha-se com a missão central da F/SOS, de usar a fotografia como um meio de inclusão social, participação cultural e ligação humana.
Compromisso partilhado
Este projeto existe graças a uma forte parceria com o CERCI Braga, cujo trabalho a longo prazo no apoio às pessoas com deficiência assenta na prestação de cuidados, no respeito e na capacitação.
Na F/SOS, estamos orgulhosos de estar ao lado de organizações que acreditam que a cultura deve ser acessível, participativa e inclusiva. Sonhos à distância não é uma ação pontual; faz parte de um compromisso mais amplo com a construção de uma cultura visual mais justa.
Porque a representação é importante.
Porque a imaginação pertence a todos.
Porque a fotografia pode, e deve, ser um espaço onde todas as vozes são vistas.